Caracterização química do óleo essencial de três espécies de Myrtaceae do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
DOI:
https://doi.org/10.33447/paubrasilia.2025s.e0201sPalavras-chave:
Myrcia amazonica, Myrciaria floribunda, Eugenia sulcata, Biodiversidade, Plantas nativasResumo
A família Myrtaceae é reconhecida por sua relevância ecológica, econômica e química, sendo uma das mais representativas nos ecossistemas de Mata Atlântica e Restinga. Apesar dessa importância, a diversidade química de muitas espécies da família presentes no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (PNRJ), localizado no norte do estado do Rio de Janeiro, Brasil, ainda é pouco conhecida. Neste estudo, investigamos a composição do óleo essencial de Myrcia amazonica DC., Myrciaria floribunda (H. West ex Willd.) O. Berg e Eugenia sulcata Spring ex Mart., três espécies que ocorrem nesse ecossistema e possuem usos tradicionais diversos. Os óleos essenciais extraídos das folhas foram analisados por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM), permitindo a identificação de seus principais constituintes. Os resultados demonstraram perfis químicos distintos dentro da família. Os compostos majoritários foram γ-muuroleno (13,63%), δ-cadineno (12,75%) e biciclogermacreno (10,96%) em M. amazonica; (E)-nerolidol (20,03%), 1,8-cineol (17,50%) e β-selineno (6,73%) em M. floribunda; e β-cariofileno (24,72%), α-pineno (11,14%) e trans-calameneno (9,07%) em E. sulcata. Este é o primeiro relato da composição química do óleo essencial de M. amazonica, contribuindo com novas informações para o gênero Myrcia. Além disso, a análise comparativa evidencia a presença de marcadores químicos distintos e reforça a utilização da composição de óleos essenciais como ferramenta para avaliar o potencial de plantas de Restinga. Assim, este estudo caracteriza a composição química de três espécies nativas brasileiras pertencentes ao grupo taxonômico Myrtaceae, auxiliando na identificação de componentes com potencial biotecnológico.
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