Entre Evidências Ecológicas e Resistência Social: Por Que a Remoção de Terminalia catappa L. Permanece Controversa em Cidades Brasileiras?
DOI:
https://doi.org/10.33447/paubrasilia.2026.e0234Palavras-chave:
biodiversidade, invasão biológica, Combretaceae, manejo ambientalResumo
Terminalia catappa L. é uma espécie exótica amplamente distribuída pelo litoral brasileiro cuja presença foi historicamente consolidada como elemento paisagístico e cultural. Embora haja consenso científico sobre seus impactos ecológicos negativos, a adoção de medidas de manejo, como a remoção ou substituição de exemplares dessa espécie em áreas urbanas permanece impopular. Discute-se aqui como a naturalização cultural da espécie e os vínculos afetivos estabelecidos com a população contribuem para a resistência social às práticas de manejo e configuram conflitos entre diferentes formas de atribuição de valor à paisagem, com implicações diretas para a gestão ambiental. Nesse contexto, cabe aos gestores públicos e tomadores de decisão adotar medidas alinhadas a critérios técnico-científicos, ainda que eventualmente impopulares, visando a preservação dos ecossistemas costeiros. Para isso, a comunicação e a educação ambiental são indispensáveis.
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