Caracterização fitofisionômica e florística do Distrito de Ponta Negra e impactos de um megaempreendimento sobre a flora de Maricá, Rio de Janeiro, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.33447/paubrasilia.2025s.e0203sPalavras-chave:
Conservação da diversidade biológica, Zona costeira, Mata Atlântica, Restingas fluminenses, Mosaico de vegetaçãoResumo
O distrito de Ponta Negra, Maricá, RJ, Brasil, foi inventariado e caracterizado fitofisionomicamente. São apresentadas 756 espécies, 462 gêneros e 129 famílias, sendo 709 angiospermas e 47 samambaias e licófitas. Delas, 98 são documentadas pela primeira vez em Maricá. Quatro espécies estão sendo descritas como novas e foi coletado um híbrido natural de Anemia. Myrcia colpodes foi redescoberta após 1958. Vinte e oito espécies são ameaçadas de extinção: em perigo (20 espécies), vulnerável (seis) e criticamente em perigo (dois). Foram identificadas oito formações: Floresta Ombrófila Densa (253 espécies), Morros litorâneos (210), Manguezal (sete) e, na Restinga, a Formação Florestal Não Inundável (408), Formação Florestal Inundada (60), Formação Arbustiva Fechada Não Inundável (57), Formação Herbácea Não Inundável (38) e Formação Herbácea Inundável (20). Os resultados reforçam o valor conservacionista da flora do distrito e evidenciam a necessidade de uma reavaliação crítica dos impactos da implantação do Porto de Jaconé, diante dos problemas ambientais já em curso.
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